terça-feira, 1 de novembro de 2011

Entre cobertas, e Cobertores ...




Às vezes, o que eu quero mesmo é ficar aqui entre cobertas e cobertores, quieta, calada e pequena, bem dentro de alguém. 
Porque é no silêncio que eu sempre planto os meus maiores sonhos e colho as melhores respostas. Ainda acho que o silêncio de um abraço é a única coisa (mais séria do mundo) que fica quando o coração emudece e o sentir parece não caber mais tão bem dentro da gente.
É que tem dias que eu preciso eternizar alguma ternurinha nesse meu peito que mesmo cansado, ainda guarda essas delicadezas que vão amadurecendo o olhar, deixando ele mais fresco e possível. 

E já não me importa mais a tranquilidade da voz, do tempo. O que não passa, também transforma...
E aqui dentro a vida não se mede em relógios nem se resume em poucos quilômetros de riso.

Aqui e ali, a mesma rotina que endurece o dia, planta nos nossos pés pequenas chances de um novo recomeço... E eu ando, com um bem-querer manso bem amarrado nos  olhos, que é pra ele nunca mais perder esse jeito de ser feliz...

Um comentário:

Paulo Roberto Gaefke disse...

Muito profundo...e entendo exatamente o que vc sentiu ou sente nesses dias. Continue escrevendo
bjs
Paulo