Eu sempre perguntei, questionei e condenei esse jeito estranho de estar com alguém sem estar 100% com alguém. Esse tal título “namoro”. Sempre disse: pra que você namora se não gosta totalmente e exclusivamente? Pra que você namora e olha para os lados ainda sim? Pra que você namora mas ta sempre em busca de novas aventuras pra se viver? Pra quê?
De fato eu nunca entendi ou nunca me permiti entender. Talvez por insistir em manter uma mentalidade sonhadora e infantil. Talvez por acreditar demais nas pessoas, no mundo, nesse tal sentimento que alguns chamam de amor mas que ninguém conhece até senti-lo de verdade. Talvez por me distanciar da paixão, evitar sentimentos, evitar pessoas que pudessem despertar isso em mim. Por me fechar tanto mesmo quando pareço um livro aberto.
Mas a gente cresce, e a cada segundo vê desmoronando um pilha de crenças que te sustentavam, e pra não desabar, naturalmente a gente começa a enxergar o mundo com outros olhos. Naturalmente a gente começa a olhar pra dentro, sem se preocupar tanto com o que nos cerca. E é aí que a gente começa a entender as pessoas, entender como o mundo funciona. É aí que a gente começa acreditar e sentir, afinal, mesmo tão diferentes, no fundo somos todos iguais.
O que a gente quer é carinho, abraço e palavra bonita. O que a gente quer é uma sexta à noite de lua cheia, mãos dadas, filme na TV, a gente quer domingos entediantes comendo guloseimas a dois. A gente quer companhia pra fazer simplesmente nada, pra ser simples, pra acordar e olhar pra outros olhos ao invés de um teto branco. A gente quer opinião, ciúmes, brigas bobas e reconciliações quentes. A gente quer drama porque a vida sem intensos acontecimentos perde a graça. Enfim, a gente quer fugir da solidão e dar adeus a carência porque simplesmente não nascemos pra viver sozinhos. Não nascemos pra carregar um coração vazio e as borboletinhas do nosso estômago esperam ansiosas pra festejar.
...
Eu entendo, você não precisa estar 100%, totalmente e definitivamente com alguém. Você não precisa achar o amor, a razão de sua vida assim logo no primeiro tempo. Você só precisa não estar só. Solidão dói mais que separação, mais que traição, mais que qualquer fim.
De fato eu nunca entendi ou nunca me permiti entender. Talvez por insistir em manter uma mentalidade sonhadora e infantil. Talvez por acreditar demais nas pessoas, no mundo, nesse tal sentimento que alguns chamam de amor mas que ninguém conhece até senti-lo de verdade. Talvez por me distanciar da paixão, evitar sentimentos, evitar pessoas que pudessem despertar isso em mim. Por me fechar tanto mesmo quando pareço um livro aberto.
Mas a gente cresce, e a cada segundo vê desmoronando um pilha de crenças que te sustentavam, e pra não desabar, naturalmente a gente começa a enxergar o mundo com outros olhos. Naturalmente a gente começa a olhar pra dentro, sem se preocupar tanto com o que nos cerca. E é aí que a gente começa a entender as pessoas, entender como o mundo funciona. É aí que a gente começa acreditar e sentir, afinal, mesmo tão diferentes, no fundo somos todos iguais.
O que a gente quer é carinho, abraço e palavra bonita. O que a gente quer é uma sexta à noite de lua cheia, mãos dadas, filme na TV, a gente quer domingos entediantes comendo guloseimas a dois. A gente quer companhia pra fazer simplesmente nada, pra ser simples, pra acordar e olhar pra outros olhos ao invés de um teto branco. A gente quer opinião, ciúmes, brigas bobas e reconciliações quentes. A gente quer drama porque a vida sem intensos acontecimentos perde a graça. Enfim, a gente quer fugir da solidão e dar adeus a carência porque simplesmente não nascemos pra viver sozinhos. Não nascemos pra carregar um coração vazio e as borboletinhas do nosso estômago esperam ansiosas pra festejar.
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Eu entendo, você não precisa estar 100%, totalmente e definitivamente com alguém. Você não precisa achar o amor, a razão de sua vida assim logo no primeiro tempo. Você só precisa não estar só. Solidão dói mais que separação, mais que traição, mais que qualquer fim.

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