É tanta obrigação, tanta decisão pra tomar, tanta coisa pra se queixar e pensar, tanto medo do que vem depois que eu ainda não havia tido tempo pra sentir, por uns longos instantes, saudade de tudo o que eu era á uns 10 anos atrás. Leve, despreocupada, ingênua e totalmente dependente do colo de mãe. Sabe? o mundo parecia um casulo seguro e florido e até as dores se tornavam potes de mel. Os amores eram confundidos com paixonites agudas, essas do tipo que no dia seguinte passavam e não causavam nenhum tipo de dano ou decepção, as amizades eram o oposto da distância afiada e maldosa e os dias passavam bem mais rápidos e felizes. Eu poderia continuar leve se não fosse todo esse temor de decidir o que fazer dessa bola escorregadia chamada vida, poderia ser despreocupada se a minha consciência não me apontasse o dedo a cada vez que me vejo obrigada a decidir sobre o que quero ser, ou que caminho seguir, eu poderia continuar ingenua se o mundo não fosse tão corrupto e traidor, e eu também poderia ser dependente desse colo de mãe pra sempre se crescer deixasse de ser inevitável. É…o tempo é inevitável, amigo e sabe o que eu diria pra mim mesma lá atrás se pudesse? Aproveita um pouco mais enquanto tudo parece simples e não adiante a fita, porque depois, a única coisa que sobra, é a vontade do Replay...
sexta-feira, 4 de maio de 2012
É tanta obrigação, tanta decisão pra tomar, tanta coisa pra se queixar e pensar, tanto medo do que vem depois que eu ainda não havia tido tempo pra sentir, por uns longos instantes, saudade de tudo o que eu era á uns 10 anos atrás. Leve, despreocupada, ingênua e totalmente dependente do colo de mãe. Sabe? o mundo parecia um casulo seguro e florido e até as dores se tornavam potes de mel. Os amores eram confundidos com paixonites agudas, essas do tipo que no dia seguinte passavam e não causavam nenhum tipo de dano ou decepção, as amizades eram o oposto da distância afiada e maldosa e os dias passavam bem mais rápidos e felizes. Eu poderia continuar leve se não fosse todo esse temor de decidir o que fazer dessa bola escorregadia chamada vida, poderia ser despreocupada se a minha consciência não me apontasse o dedo a cada vez que me vejo obrigada a decidir sobre o que quero ser, ou que caminho seguir, eu poderia continuar ingenua se o mundo não fosse tão corrupto e traidor, e eu também poderia ser dependente desse colo de mãe pra sempre se crescer deixasse de ser inevitável. É…o tempo é inevitável, amigo e sabe o que eu diria pra mim mesma lá atrás se pudesse? Aproveita um pouco mais enquanto tudo parece simples e não adiante a fita, porque depois, a única coisa que sobra, é a vontade do Replay...
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